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A muleta do futebol 

O VAR não erra gol e o toque de bola só é válido quando ela termina dentro da rede.

21/04/2019 às 01:57


Vinnicius Silva/Cruzeiro

Amigos, desde a época de Nelson Rodrigues chamamos o jogador ruim de bola de perna de pau. O que o nosso ídolo e até nós mesmos não imaginávamos era que esse analfabeto do esporte ganharia uma muleta quando decorridos anos 2019. 

Eu não sei bem se estou a fazer uma boa analogia, porque os pernas de pau costumam ter raça, e os times atuais não têm sequer razão, quanto mais raça. Mas vamos lá: essas equipes de hoje ganharam uma muleta chamada VAR. É no árbitro de vídeo que elas se apoiam para justificar cada derrota. Vejamos por essas finais do Campeonato Mineiro.

Amigos, o time do Atlético está feio de ver nesta temporada. A derrota para o Cruzeiro não foi porque o VAR viu o que viu. Foi porque o time adversário era superior. Se tivemos uma surpresa nessas decisões foi a equiparação que a equipe atleticana mostrou nos jogos, que até então pareceria se resolver ainda no primeiro duelo, com goleada celeste. 

O mesmo se dá ao Cruzeiro que, com um time muito mais preparado - até mesmo psicologicamente, pela pressão que o Atlético vinha sofrendo -, ainda foi para o microfone reclamar da Federação, do VAR, do rival e do escambau a quatro. Frágeis muletas. 

O futebol se joga dentro das quatro linhas e por 22 atletas. A arbitragem está ali como auxílio, e tem muito menos poder de decisão do que quem está com a bola nos pés.

A derrota do Atlético é positiva para que não camufle as mudanças que o clube - mais que apenas o time - precisa sofrer. O título poderia ser como a vitória sobre o Zamora: uma condolência em cemitério. O título poderia estagnar novamente a equipe, até mesmo efetivando Rodrigo Santana pelo desempenho de duas partidas. 

A vitória do Cruzeiro é positiva para a temporada constante que apresenta. E o sufoco foi importante como desafio do time em uma adversidade e um choque de realidade de que há uma diferença muito grande entre jogar recuado e desperdiçar chances de gol. Independentemente do perfil “retranqueiro” de Mano Menezes, o time tem muita qualidade ofensiva para querer decidir a hora de arriscar. 

Os meios não justificam os fins. O VAR não erra gol e o toque de bola só é válido quando ela termina dentro da rede. Muletas apoiam doentes, e se isso virar uma epidemia, o primeiro a morrer será o futebol. Foco nele, foco na bola.

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