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Obrigado, gaúchos

14/09/2019 às 09:40

Divulgação Cruzeiro

Amigos, foi preciso perder ainda mais em campo para que a torcida acordasse para o que o Cruzeiro se tornou. Foi preciso sair da Copa do Brasil, que era o grande desejo pós-Libertadores, e uma goleada para o Grêmio, em casa. Na realidade, nada disso era preciso se o passional ficasse de lado e nossa razão falasse mais alto há três meses. Mas seguimos enganados. E se eu viesse aqui dizer algo antes da catástrofe atual, me negariam mais do que hoje negam ao time e diretoria. 

Pois bem. Foi um mês de angústia quando a Copa América dividiu o início da crise celeste em campo, e administrativamente, com os mata-matas que viriam da Copa do Brasil, contra Atlético, e Libertadores, diante do River. Foi tempo até de desacreditar. Foi hora de analisar e cobrar explicações sobre as primeiras notícias negativas que vieram dos bastidores. Mas tudo cessou quando, no retorno aos gramados, a equipe celeste venceu a atleticana por 3 a 0 no Mineirão. 

Pronto! Voltou-se à lua de mel. Eu entendo o que é vencer o rival. Isso é mesmo um campeonato à parte, principalmente pelo resultado ser uma classificação às semifinais da Copa do Brasil. Mas, amigos, convenhamos que o futebol apresentado, aí já, no jogo de volta, perdendo por 2 a 0 no Independência, já apresentava problemas que só se intensificaram dali em diante. 

E foram necessárias as derrotas para os gaúchos na última semana para que a torcida voltasse as atenções aos problemas administrativos e dos medalhões. Atualmente, parece que o Cruzeiro vai perder antes mesmo da partida. Isso porque são derrotas além-campo. É um 7 a 1 diário diante dos próprios dirigentes. E agradeço isso. Porque se não fosse agora... 

E se na minha coluna passada eu falei que era preciso ter paciência com Rogério Ceni, hoje, diante do Palmeiras, peço até que se releve o que acontecer. É importante dar a ele o voto de confiança que pediu. Precisamos deixar que nossos protagonistas das quatro linhas sejam novos atores. Falando o português claro: precisamos de novidades na escalação, na técnica, na tática, nos responsáveis.

Sei que é difícil jogarmos sem um líder em campo. Nelson Rodrigues já dizia: “Ninguém admite uma fé sem Cristo, ou Buda, ou Alá, ou Maomé. Ou uma devoção sem o santo respectivo. Ou um exército sem napoleões. No esporte também. Numa competição modesta de cuspe a distância, o torcedor exige o mistério das grandes individualidades.” E se Thiago Neves, Robinho, Edílson e tantos craques não estão correspondendo a essa necessidade de heroísmo, Rogério Ceni, seja novamente bem-vindo. A capa agora é de SALVA-VIDAS, e ela é sua.

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