Gustavo Lopes

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Da Russia para os EUA

23/06/2018 às 11:33

Em 2018, após as Copas da África do Sul (2010) e do Brasil (2014), a Copa fecha a trinca dos Brics, grupo de países em desenvolvimento que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Em 2022 o Mundial desembarcará no Oriente Médio, mais precisamente no Catar, atraída pelos petrodolares.

Mas em 2026 a Copa do Mundo se remodelará e, além de passar a ter 48 seleções, será disputada em um continente. O torneio de 2026 não será de um país, mas da América do Norte, já que teremos partidas nos Estados Unidos, México e Canadá.

Os EUA receberão seu segundo Mundial e sediará 80% dos jogos; o Canadá terá o seu primeiro e receberá 10%; e o México atingirá o feito inédito de três Copas, com 10% das partidas.

Após 20 anos (Alemanha 2006), a competição voltará ao primeiro mundo.

Certamente não haverá problemas de altos gastos, investimentos ou infraestrutura, uma vez que EUA e Canadá já estão prontos.

Preocupa um pouco a fórmula da competição, que prevê 16 grupos de três seleções, classificando-se duas, o que faz pairar sobre o Mundial o fantasma da manipulação e/ou combinação de resultados.

Em triangulares com dois classificados corre-se o risco de o empate no último jogo passar ambas as equipes e elas ficarem tocando de lado.

Atualmente a última rodada da fase de grupos tem os jogos nos mesmos horários justamente para evitar eventual manipulação/combinação de resultados.

Tal dúvida já ocorreu na Copa de 1978, no jogo entre Argentina e Peru, em que os hermanos precisavam golear para se classificar, e também em 1982, quando Alemanha e Áustria “seguraram” o placar de 1 a 0 para os germânicos para classificar as duas seleções no duelo que ficou conhecida como “jogo da vergonha”.

Assim, após o erro de ter que mudar a data da Copa de 2022 para fugir das altas temperaturas do Catar, a Fifa deve ficar atenta para que o regulamento da Copa de 2026 não traga efeitos negativos.

Após quatro Copas (2010, 2014, 2018 e 2022) de incertezas, obras inacabadas, superfaturamentos etc., a Copa do Mundo retornará à segurança, certeza e conforto de países desenvolvidos.

Quem sabe em 2026 o Brasil não esteja na luta pelo octa!?

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