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Aldo Rebelo diz que é preciso unir forças da esquerda e centro na mesma aliança

Por Agência Estado, 16/04/2018 às 17:37

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Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil
Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

O ex-ministro Aldo Rebelo, que oficializa nesta segunda-feira sua pré-candidatura pelo Solidariedade, afirmou que uma candidatura competitiva ao Planalto será aquela capaz de reunir forças de um polo como a esquerda e partidos de centro na mesma aliança, considerando a ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pleito.

"Acho que terá mais chance o candidato que tenha capacidade de unir forças heterogêneas", disse Rebelo, em entrevista coletiva. Colocando-se em um campo progressista e citando o PT, o PSOL, o PDT, o PCdoB no mesmo campo, ele afirmou que a ausência de Lula tem um "efeito centrifugador" e de fragmentação na eleição tanto no lado progressista quanto no polo conservador. "Vamos ficar até junho, provavelmente, com todas essas candidaturas bloqueadas", disse.

Vice

Aldo Rebelo admitiu que conversa com outros partidos que já lançaram pré-candidatos tanto para ser vice quanto para atrair um nome para compor sua pré-candidatura. "Sempre fui uma pessoa capaz de dialogar." O agora presidenciável já foi filiado ao PCdoB, quando foi ministros dos governos petistas, e ao PSB, partido do qual saiu após ser preterido pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que também considera uma candidatura à Presidência. "Não sei qual programa ele Barbosa vai defender como candidato a presidente", comentou.

Agora filiado ao Solidariedade, partido que apoiou o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, Rebelo afirma que o processo de afastamento de Dilma não foi bom para o País e que a prisão de Lula não é justa. Ele afirma, contudo, que não se constrange com sua filiação ao partido liderado pelo deputado Paulinho da Força. "Seu eu for fazer política olhando para o passado, eu vou ser como a mulher de Ló e virar estátua de sal."

Ele revelou que já havia um convite do Solidariedade, mesmo o partido tendo conversado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) para uma aliança. Ele diz que a defesa dos trabalhadores e da soberania nacional o identificam com o Solidariedade e o fazem apresentar seu nome pela legenda.

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