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Ambulantes protestam contra ação violenta da Guarda Municipal e de fiscais da prefeitura em BH

Por Redação, 05/04/2019 às 14:56
atualizado em: 05/04/2019 às 17:11

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Vendedores ambulantes fizeram um protesto na tarde desta sexta-feira, na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, contra a ação violenta da Guarda Municipal e de fiscais da Prefeitura.

De acordo com o presidente da Associação de Amparo aos Vendedores Ambulantes, Adjailson Severo, que representa a categoria, a situação é “desumana”. “Está desagradável. Eles estão chegando e agredindo os vendedores ambulantes, os fruteiros e caixeiros".

Wellington de Jesus, que também é ambulante e trabalha no Centro, diz que muitos fiscais pegam mercadorias dentro das bolsas dos vendedores e não dão satisfação da ação. “Não está tendo respeito com a gente na cidade, a gente não é bandido. Policiais estão chegando colocando arma na minha cabeça, encostando a gente na parede, para eles chegarem e subtraírem mercadorias. Estão pegando coisas de dentro da bolsa da gente, fazendo horrores na cidade com o trabalhador”, denuncia.

Além da reclamação sobre a violência, alguns vendedores se dizem abandonados nos shoppings populares da capital mineira. Este é o caso de Robson da Silva, que trabalha no Shopping Uai e teve que fechar sua loja recentemente. “A situação lá é horrível, a gente está pagando para trabalhar. A administração do shopping junto com a prefeitura colocou duas pessoas que não tem qualificação para gerenciar, para seguir adiante e desenvolver o processo. Tem mais de um ano que eu estou lá dentro, eu tinha R$ 10 mil de saldo positivo na minha conta e hoje estou tendo que sair de lá com o box lacrado porque não tenho condição de pagar”.

Em nota, a Guarda Municipal informou que "todas as ações de abordagem são realizadas de forma técnica e com base no respeito ao cidadão. Em situações de apreensão de mercadorias irregulares, especificamente, a forma de atuação consiste na lavratura do auto de infração e na identificação dos produtos para encaminhamento ao depósito do município". A corporação informou ainda que denúncias sobre supostas infrações ou agressões relacionadas a agentes municipais devem ser encaminhadas à Corregedoria da Guarda para apuração. 

Já a Prefeitura de Belo Horizonte, informou que mantêm diálogo contante com os camelôs e que ofereceu várias formas para a formalização do trabalho. 

Confira a nota na íntegra:

"A Prefeitura de Belo Horizonte esclarece que, enquanto houver o descumprimento do Código de Posturas (Lei 8.616/2003), que proíbe a atividade de camelôs e toreros no logradouro público, haverá ações fiscais com apreensão de mercadorias e aplicação de multa no valor de R$ 2.034,11.A PBH salienta ainda que o Município atua como parceiro dos camelôs cadastrados que optarem por desenvolver atividades nos shoppings Uai Centro e O Ponto, em Venda Nova, e subsidia parte do valor do aluguel. Sendo assim, hoje, o camelô participante da Operação Urbana da PBH tem um custo mensal de R$ 36 pelo aluguel de um boxe de 2 metros quadrados. Sem o subsídio da PBH, o preço do boxe com a mesma metragem no Shopping Uai Centro, por exemplo, custa cerca de R$ 840 ao mês. No momento, cerca de 300 boxes estão ocupados nos dois shoppings. E em busca de melhorias e para atrair um número mais de pessoas para o Shopping Uai Centro, a PBH levou um centro de atendimento de saúde para o local. Além disso, a Prefeitura ofereceu aos camelôs várias oportunidades de formalização do trabalho, como vagas no Shopping Caetés, cursos de capacitação, oferta de mais de 800 vagas em feiras regionais de alimentação, bebidas e artesanato, além de oportunidades de trabalho em veículos de tração humana em quatro pontos na orla da Lagoa da Pampulha. Por fim, a Prefeitura informa que mantém, constantemente, o diálogo com os camelôs".


 

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