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Cruzeiro vence Atlético no Mineirão e abre boa vantagem para chegar à semi da Copa do Brasil

Por Redação/Agência Estado, 11/07/2019 às 21:56
atualizado em: 12/07/2019 às 10:31

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Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro
Vinnicius Silva/Cruzeiro

Diante de mais de 46 mil torcedores pagantes no Mineirão, o Cruzeiro deixou a crise política e administrativa de lado e deu um grande passo para ficar com uma das vagas nas semifinais da Copa do Brasil ao vencer o clássico contra o Atlético por 3 a 0, nesta quinta-feira, pelo primeiro duelo das quartas de final. Vindo de um jejum de nove jogos sem vitória, o time celeste contou com a inteligência do técnico Mano Menezes, que escalou Pedro Rocha na vaga de Fred, para encerrar a má sequência na temporada justamente em um duelo importante contra o maior rival.

Pedro Rocha foi o destaque do clássico. O atacante abriu o placar para a Raposa aos 12 minutos do primeiro tempo – um golaço de fora da área – e fez praticamente toda a jogada do segundo gol em uma arrancada do meio-campo, após erro de passe de Réver para Zé Welison, que terminou com o gol de Thiago Neves aos 26. O Atlético, que tinha começado a partida mais presente no ataque e com mais posse de bola, sentiu os gols, caiu muito de produção e não conseguiu ameaçar a meta de Fábio.

No segundo tempo, o Cruzeiro manteve a pegada e chegou ao terceiro gol com Robinho, que precisou tentar duas vezes para marcar. O jogador celeste aproveitou mais um erro de saída de bola do Atlético perto da grande área. Na primeira tentativa, o chute foi bloqueado por Réver. A bola voltou nos pés do meia-atacante, que dominou e emendou para o gol pegando Victor desprevenido, já que o goleiro caiu para o canto direito, mas foi traído pelo bloqueio do primeiro chute e, quando tentou voltar, a bola já estava no fundo das redes.

A empolgação pelo placar elástico no clássico e a vitória praticamente garantida contagiaram os torcedores celestes nas arquibancadas do Mineirão. Aos 33 minutos do segundo tempo, a torcida começou a gritar ‘olé’ a cada passe trocado pelo time em campo. Mas o técnico Mano Menezes e os próprios jogadores pediram para interromper os gritos para não irritar os atleticanos, o que poderia causar tumulto no gramado.

Com o resultado, o Cruzeiro poderá perder por até dois gols de diferença no clássico da próxima quarta-feira, às 19h15, no Independência, para avançar às semifinais da Copa do Brasil. Para se classificar, o Atlético terá que ganhar por quatro de vantagem. Triunfo alvinegro por três de diferença leva a decisão da vaga para os pênaltis.

As duas equipes voltam a campo no próximo domingo, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro recebe o Botafogo, às 16h, no Mineirão. Já o Atlético visita a Chapecoense, às 19h, na Arena Condá.

O jogo

O início da partida no Mineirão até parecia indicar que o Atlético poderia conquistar um bom resultado. Afinal, o time trocava passes no campo de ataque, em busca de um gol, tendo até a primeira oportunidade do clássico, com uma finalização rasteira de Luan, defendida com segurança por Fábio. Só que aí Pedro Rocha começou a fazer a diferença. Aos 12 minutos, a surpresa na escalação de Mano recebeu passe perto da grande área, deu um drible seco em Elias e bateu de esquerda, acertando o ângulo da meta defendida por Victor. Ouça na narração do 'Caixa' Mário Henrique

A partir do gol, o Cruzeiro assumiu o controle do duelo, também se aproveitando da atuação insegura do sistema defensivo atleticano. O time assustou em uma cobrança de falta de Thiago Neves e foi preciso para aproveitar erro do adversário para ampliar o placar, com a participação decisiva de Pedro Rocha. Afinal, foi o atacante quem interceptou um passe errado de Réver para disparar ao ataque, deixando Igor Rabello para trás e driblando Victor antes de rolar para Thiago Neves, que só empurrou às redes: 2 a 0, aos 26 minutos. Ouça na narração do 'Caixa' Mário Henrique

O segundo gol do Cruzeiro confirmou a instabilidade atleticana, exposta em outra saída errada de jogo, de Victor, mas que dessa vez não foi aproveitada por Thiago Neves. E como o time alvinegro era lento e pouco criativo, a etapa inicial terminou com a equipe celeste soberana em campo e com ótima vantagem. 

Insatisfeito, Rodrigo Santana trocou Luan por Otero, que fez seu retorno ao Atlético após um ano atuando na Arábia Saudita. Mas o time voltou a falhar na saída de jogo. E o Cruzeiro aproveitou para marcar pela terceira vez. Aos nove minutos, Elias errou passe, interceptado por Marquinhos Gabriel, que acionou Robinho. Ele chutou em cima da defesa, mas ficou com o rebote e dominou no peito, batendo para as redes com Victor caído. Ouça na narração do 'Vibrante' Alberto Rodrigues

Com a larga vantagem construída pelo Cruzeiro, o restante do segundo tempo se transformou em um duelo de ataque contra defesa O time celeste, então, passou a atuar recuado, tentando não dar espaços ao Atlético, que lutou para deixar o Mineirão com ao menos um gol marcado. 

Otero foi o jogador mais perigoso do time, especialmente em jogadas pela ponta esquerda e também em cobranças de escanteio fechadas, em busca de um gol olímpico. Mas o Cruzeiro conseguiu se defender bem, a ponto de Fábio nem ter realizado defesas difíceis e conquistou uma vitória incontestável sobre o seu principal rival.

Cruzeiro 3 x 0 Atlético

Cruzeiro: Fábio; Lucas Romero, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Ariel Cabral, Robinho (Fred), Thiago Neves (David) e Marquinhos Gabriel; Pedro Rocha (Jadson). Técnico: Mano Menezes

Atlético: Victor; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison (Jair), Elias, Luan (Otero), Cazares (Geuvânio) e Chará; Alerrandro. Técnico: Rodrigo Santana

Motivo: jogo de ida – quartas de final da Copa do Brasil
Data: 11 de julho de 2019, quinta-feira, às 20h
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

Gols: Pedro Rocha (12’/1º), Thiago Neves (26’/1º), Robinho (9/2º)

Cartão Amarelo: Nenhum

Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP)
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)

Público: 46.113
Renda: R$ 2.190.896,00

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