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Em reunião, procurador reclama do salário de R$ 24 mil: 'Vamos ficar nesse miserê'

Por Redação , 09/09/2019 às 07:28
atualizado em: 10/09/2019 às 16:19

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Foto: Google street view
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Procuradores de Justiça de Minas Gerais estão insatisfeitos com o salário mensal de R$ 24 mil. Alguns deles expressaram o sentimento durante uma reunião da câmara de procuradores, que discutia o orçamento do Ministério Público para 2020.

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Caso Minas Gerais assine o acordo de recuperação fiscal com o governo federal, assim como fez o governo do Rio de Janeiro, o Estado pode ficar impedido de conceder qualquer reajuste salarial, o que afetaria também o pessoal do Ministério Público.

Durante a reunião, que teve o áudio publicado no site do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o procurador Leonardo Azeredo dos Santos pediu a palavra e fez um desabafo aos colegas e ao procurador-geral de Justiça, Antônio Sérgio Tonet. Leonardo reclamou do salário de R$ 24 mil.

“Quero saber se nós, no ano que vem, vamos continuar nessa situação ou se vossa excelência já planeja alguma coisa, dentro da sua criatividade, para melhorar nossa situação. Ou se vamos ficar nesse miserê”, disse o procurador.

“Estou fazendo a minha parte. Estou deixando de gastar R$ 20 mil de cartão de crédito e estou passando a gastar R$ 8 (mil), para poder viver com os meus R$ 24 mil. Agora, eu e vários outros, já estamos vivendo à base de comprimidos, à base de antidepressivo. Estou falando desse jeito aqui com dois comprimidos sertralina por dia, tomo dois ansiolíticos por dia e ainda estou falando desse jeito. Imagine se eu não tomasse? Ia ser pior que o Ronaldinho. Vamos ficar desse jeito? Nós vamos baixar mais a crista? Nós vamos virar pedinte, quase?”

Na reunião, os procuradores discutiram ainda o fim do concurso para oficial de Justiça em grandes cidades como Belo Horizonte, Contagem e Betim, terceirizando o serviço, assim como foi feito com os analistas de sistemas.

Em nota, o MPMG informou que não estuda a adoção de benefícios para a carreira de procuradores, promotores ou de servidores, em vista da grave crise financeira vivida pelo estado.

O MP alega também que vem tomando medidas de austeridade para aumentar a eficiência administrativa e reduzir os gastos, principalmente com pessoal.
 

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