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Epa diz que nunca fez doação ilegal e não tem nome nos autos de busca da Operação Capitu

Por Redação, 09/11/2018 às 16:42
atualizado em: 09/11/2018 às 18:56

Texto:

A rede de supermercados Epa afirmou nesta sexta-feira, em nota, que nunca participou de ações políticas e nem fez doação ilegal, principalmente que envolvesse qualquer troca de interesses políticos. A declaração vem após a empresa ter o nome citado em reportagens como participante de um esquema de corrupção desbaratado pela Operação Capitu.

Conforme o comunicado, o nome da rede de supermercados não fez parte das declarações realizadas, tampouco está nos autos de busca.

A Operação Capitu é um desdobramento da Lava Jato e foi desencadeada na manhã desta sexta-feira pela Polícia Federal e pela Receita Federal em cinco estados. O vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (MDB), e o deputado estadual João Magalhães (MDB) foram presos suspeitos de participação no esquema.

Andrade estaria envolvido em um esquema de corrupção na época em que era ministro da Agricultura do governo Dilma Rousseff (PT). Quando foi preso, ele estava na própria fazenda, em Vazante, na Região Noroeste de Minas.

Além do vice-governador, foi preso em Minas o deputado estadual João Magalhães (MDB), que na época dos fatos investigados era deputado federal. Agentes da PF e fiscais da Receita Federal ficaram cerca de 4h no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

O esquema

A ação tem por objetivo combater uma suposta fraude envolvendo doações irregulares por parte de empresa de processamento de proteína animal para diversos políticos e partidos. Conforme a PF, duas redes de supermercados, grandes redes varejistas de Minas, por meio de seus controladores e diretores, participaram diretamente do esquema. Suspeita-se que, devido ao grande movimento de dinheiro em espécie, utilizou-se deste fluxo para dar ar de licitude a valores doados a partidos e políticos de agosto de 2014 a fevereiro de 2015.

O dinheiro era repassado pelos supermercados aos partidos e políticos por meio da simulação de recebimento de duplicatas pela JBS e pela transferência financeira a seis escritórios de advocacia por serviços supostamente não realizados, acobertados por contratos simulados e notas fiscais de tais escritórios. 

Com o desenrolar das investigações foi descoberto ainda um esquema de pagamento de vantagens indevidas a altos dirigentes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) pela JBS, com a produção de legislação e atos normativos que beneficiavam a empresa. Os executivos do frigorífico JBS Joesley Batista e Demilton de Castro também foram presos.

As irregularidades podem configurar diversos crimes, entre eles, constituição e participação em organização criminosa, obstrução de justiça, falsificação de documentos, crime contra a ordem tributária, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. As propinas pagas aos agentes públicos e políticos estão estimadas em mais de R$ 22 milhões.

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