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Fisioterapeuta dá dicas para evitar dores musculares durante o inverno 

Por Jacqueline Moura, 27/06/2018 às 10:33
atualizado em: 27/06/2018 às 12:26

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Foto: EBC
EBC

As baixas temperaturas da temporada proporcionam maior queima calórica e aumentam a disposição para a prática de atividades físicas. Mas essas vantagens podem ser prejudicadas por uma queixa bem comum nessa época do ano: o aumento das dores muscoesqueléticas. 

Segundo a fisioterapeuta Magda Rocha, essas dores aparecem porque o nosso organismo precisa ativar alguns recursos para se adaptar à mudança de clima e manter os órgãos na temperatura ideal. “As baixas temperaturas levam à contração dos vasos sanguíneos das extremidades do corpo e a consequente diminuição do aporte de sangue nessas regiões. Consequentemente, ocorre uma redução de oxigênio e uma elevação dos níveis de lactato – que são substâncias relacionadas à sensibilidade tecidual”, explica. 

A fisioterapeuta ressalta que estão mais propensos às dores no inverno os idosos, sedentários e pessoas com disfunções como lombalgia, fraturas, doenças articulares e reumatológicas. 

As mãos, pés e cotovelos, geralmente, estão mais susceptíveis à dor no inverno, pela maior exposição ao frio. Para diminuir esses sintomas é importante se agasalhar adequadamente, utilizar acessórios para aquecer os locais mais expostos e se alimentar com qualidade.

A prática de exercícios físicos é essencial não somente para reduzir a intensidade da dor, mas também para impedir que ela apareça.

“Para se exercitar com segurança, durante o inverno, e manter a performance elevada, uma estratégia importante é o aquecimento, que mantém a temperatura muscular e corporal adequada, e evita o risco de lesões. O aquecimento prepara o corpo para o exercício físico e geralmente é conduzido em intensidade leve à moderada, com duração entre 10 e 20 minutos, priorizando os grupos musculares específicos do exercício que será executado. O indivíduo submetido ao aquecimento apresentará melhora na oxigenação corporal, na força muscular, na elasticidade e no desempenho”, detalha a fisioterapeuta. 
 
Para a especialista, movimentar-se é uma excelente e primeira opção para se livrar de dores. A falta de movimento produz acúmulo de substâncias ácidas nos músculos, tornando-os mais enrijecidos e, então, dolorosos. Movimentar-se ou praticar exercícios físicos é um tratamento barato, mas quando a dor é persistente e não melhora só com o movimento, pode ser necessário o uso de terapias alternativas para aliviar o estresse e, finalmente, medicamentos que atuem a nível local dependendo do tipo e da causa da dor.

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