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‘Muito em breve teremos algo bem sólido’, diz delegado do caso Backer em entrevista exclusiva

Por Redação, 14/01/2020 às 13:45
atualizado em: 15/01/2020 às 08:16

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Foto: Matheus Oliveira/Itatiaia
Matheus Oliveira/Itatiaia

O delegado Flávio Grossi (direita), responsável pelo “caso Backer”, afirmou no início da tarde desta terça-feira, ao programa Chamada Geral, da Itatiaia, acreditar que a investigação trará respostas sólidas em breve. A Polícia Civil investiga 11 intoxicações que teriam ocorrido após o consumo da cerveja Belorizontina, da Backer. Em amostras de três lotes da bebida foram encontradas a substância dietilenoglicol, causadora da síndrome nefroneural.

“Muito em breve, do ponto de vista da perícia e, acredito, da investigação, vamos ter algo bem sólido a respeito do caso”, declarou ele, que atua na 4ª Delegacia do Barreiro. Segundo o delegado, nenhuma possibilidade é descartada, nem a de sabotagem, mesmo que o funcionário demitido tenha feito ameaçado a empresa em dezembro e a fabricação dos lotes contaminados tenha sido em 21 e 22 novembro.

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O médico legista Thalles Bittencourt, superintendente de polícia técnico-científica da Polícia Civil, explicou, também em entrevista à Itatiaia, ser improvável que a contaminação da bebida tenha ocorrido fora da fábrica. “Todas as cervejas periciadas passaram por um teste e estavam sem violação. Tem [dietilenoglicol] no sangue, na cerveja da casa dos pacientes, na cerveja dentro da fábrica e no tanque de resfriamento. O modo como isso se deu é algo que a investigação dirá”, relatou.

Grossi ressaltou que a Backer tem colaborado com a apuração. “A empresa está ajudando a todo o momento, informando novos conteúdos, franqueando a abertura de seus portões a todo o momento e até nos acionando sobre o que precisamos.”

A polícia trabalha com 11 casos, mas a Secretaria de Estado de Saúde com 17, sendo quatro confirmados (número em comum entre ambas) e 13 investigados. A diferença é porque nem todos os casos suspeitos que chegaram à secretaria foram repassados à polícia. Nesta terça-feira, a Secretaria Municipal de Saúde de Pompéu, na região Central de Minas, informou que uma mulher morreu na cidade com sintomas da síndrome – esse caso não foi contabilizado pelos órgãos públicos.

Nesta terça-feira, a fábrica orientou que os consumidores não tomem qualquer lote do produto e nem da cerveja Capixaba. “Eu não sei o que está acontecendo. A Backer nunca comprou o dietilenoglicol”, afirmou a diretora de marketing da fábrica, Paula Lebos. A declaração foi dada um dia após a polícia informar que a substância foi encontrada em um dos tanques de resfriamento da cervejaria.

A corporação e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) retornaram na manhã desta terça-feira à sede Backer, no bairro Olhos D’Água, região Oeste de Belo Horizonte. O motivo específico para a visita foi mantida sob sigilo.

Perícia da Backer teria encontrado dietilenoglicol em amostras

Segundo matéria do jornal O Globo, publicada na noite desta terça-feira, a perícia particular contratada pela Backer confirmou presença do dietilenoglicol nas amostras colhidas pela empresa, assim como dito pela Polícia Civil. Procurada pela Itatiaia, a assessoria da cervejaria informou que não irá divulgar nenhum pronunciamento sobre o assunto.

Recolhimento da cerveja

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte iniciou nesta segunda-feira o recebimento de unidades de qualquer lote da cerveja, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. São recolhidas apenas as garrafas compradas para consumo próprio. Não são recebidos produtos de bares, restaurantes e supermercados.

Locais onde as garrafas são recolhidas pela Secretaria de Saúde:

Barreiro: av. Olinto Meireles, 327 – Barreiro
Centro-Sul: av. Augusto de Lima, 30 - 14ª andar – Centro
Leste: rua Salinas, 1.447 – Santa Tereza
Nordeste: rua Queluzita, 45 – Bairro São Paulo
Noroeste: rua Peçanha, 144, 5º andar – Carlos Prates
Norte: rua Pastor Murilo Cassete, 85 – São Bernardo
Oeste: av. Silva Lobo, 1.280, 5º andar – Nova Granada
Pampulha: av. Antônio Carlos, 7.596 – São Luiz
Venda Nova: av. Vilarinho, 1.300 – 2º Piso – Parque São Pedro

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