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Alexandre Kalil afirma que só volta a receber sindicato de professores após fim da greve

Por Redação, 17/05/2018 às 13:20
atualizado em: 17/05/2018 às 22:27

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Foto: Amira Hissa/PBH
Amira Hissa/PBH

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, afirmou nesta quinta-feira, em entrevista exclusiva à Itatiaia, que só se reunirá com sindicato que representa os professores das Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) quando a greve terminar. A paralisação começou no dia 23 de abril e, em assembleia nessa quarta (16), a categoria decidiu manter os braços cruzados.

Representados pelo Sindicado dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (Sind-Rede BH), os profissionais reivindicam equiparação de carreira com a dos educadores do ensino fundamental. Atualmente, o salário inicial do professor infantil é de R$ 1,4 mil por mês por uma carga semanal de 22h. A prefeitura argumenta ter oferecido até 21,5% de aumento, e que esse é seu limite orçamentário.

Ouça a entrevista concedida ao apresentador Eduardo Costa, no programa Chamada Geral

Kalil alegou que as contas da prefeitura não fechariam se o pedido do sindicato fosse aceito, e reafirmou que a paralisação tem motivação política. “É uma greve que não tem o menor cabimento de acontecer. Eles sabem que isso é impossível, então vão para a greve porque outubro está aí, a eleição está aí, o PSTU está aí, o PSOL está aí”, disse.

O prefeito considera que a recusa do sindicato à proposta da prefeitura foi uma porta fechada para o diálogo. “Prometi a eles mais: no dia 3 de dezembro eu voltaria a reunir, dependendo da arrecadação da prefeitura, para uma nova rodada de negociação. A única coisa que eu pedi é que eles não entrassem em greve. E eu disse que, voltando as aulas, as portas estariam abertas todos os dias na prefeitura.”

Diante do impasse, Kalil disse que “a greve provavelmente será a maior da história de Belo Horizonte”. “No dia que eles voltarem às aulas, o prefeito recebe o sindicato em 24h. Só faltei ajoelhar no pé desse sindicato pedindo para eles não entrarem em greve”, declarou.

Em entrevista à Itatiaia veiculada nessa quarta (16), um dos diretores do Sind-Rede BH, Wanderson Rocha, argumentou que a prefeitura destina 43% do orçamento para o pagamento do funcionalismo, e que a Lei de Responsabilidade Fiscal permite que sejam até 54%. “Isso significa que, em 2017, tivemos cerca de R$ 870 milhões que poderiam ser gastos com pessoal, e a prefeitura vem dizendo que o impacto da educação infantil para ser igual à do ensino fundamental dá em torno de R$ 80 milhões.”

Kalil rebateu dizendo que a colocação de Rocha “beira à insanidade mental”, e que provavelmente em seu governo o percentual do orçamento para pagamento de pessoal não passará de R$ 43%. “Vou tirar de onde esses 870 milhões? Ele pode escolher: ou do remédio, ou da educação, ou da saúde... Ou ele está achando que estão no cofre esses 870 milhões? Os governantes das professoras é que prejudicam as professoras e as famílias de Belo Horizonte”, criticou.

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