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Lama da Vale devastou área equivalente a 425 vezes o gramado do Mineirão em Brumadinho

Por Rômulo Ávila/Itatiaia , 12/02/2019 às 06:48
atualizado em: 12/02/2019 às 14:36

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Imagens dos dias 24 e 29 de janeiro mostram destruição da lama da Vale em Brumadinho

A devastação provocada pela lama da Vale em Brumadinho, na Grande BH, pode ser maior do que o calculado inicialmente por órgãos governamentais. Monitoramento via satélite obtido pelo site da Rádio Itatiaia mostra que uma área com extensão equivalente a 425 gramados do Estádio do Mineirão foi diretamente destruída pela onda de rejeitos da mineradora. Ao todo, os 12,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos da barragem da Mina Feijão devastaram 3.040.000 m² (304 hectares), o que corresponde a 2.432 piscinas olímpicas. 

Dados preliminares divulgados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) indicam devastação de 269,84  e 290,14 hectares, respectivamente.

A imagem registrada em 24 de janeiro, um dia antes do rompimento, mostra diversos equipamentos de infraestrutura, como barragens, pátio de mineração, centro administrativo e moradias próximas ao Córrego do Feijão e Rio Paraopeba.  Já no registro do dia 29 é possível verificar toda a área diretamente afetada na cidade: 304 hectares. Veja a animação:

Somente satélites que coletam imagens continuamente de todo o mundo podem estimar, nessa escala de precisão, a área afetada em tragédias como a de Brumadinho."Hoje nós temos uma constelação que coleta diariamente o mundo todo. Então, conseguimos ter imagens atualizadas, praticamente em tempo real, de antes do desastre, do dia do desastre e de depois do desastre. Com isso, essas imagens ajudam também no monitoramento de toda a área que a Vale vai ter que recuperar após o desastre, como ocorreu em Mariana”, explica Maurício Schiavolin, diretor da Santiago & Cintra Consultoria, empresa de monitoramento. 

Além de contribuir avaliando o impacto causado na infraestrutura, em residências e em áreas agrícolas, as imagens de satélite auxiliam no monitoramento futuro da região, já que permitem identificar ações de reflorestamento, recuperação da infraestrutura e monitoramento dos corpos d’água atingidos.

 Schiavolin conta que o monitoramento foi usado na tragédia de Mariana e tem auxiliado o trabalho feito pela Fundação Renova na recuperação da área atingida.

Imagens de satélite conseguem 'ver além' do olho humano

Mariana x Brumadinho 

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, ocorrido em 5 de novembro de 2015, destruiu diretamente 2.000 hectares, causando impacto 6,6 vezes maior em relação ao de Brumadinho. No entanto, o rompimento da barragem da Mina do Feijão deixou, até o momento, 165 mortos e 155 desaparecidos. 

A barragem de Fundão abrigava cerca de 56,6 milhões de m³ de lama de rejeito, dos quais 43,7 milhões m³ vazaram. Em Mariana foram 19 mortos.

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