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Lei que obriga ensino de educação alimentar e nutricional nas escolas já vale para 2019

Vai garantir mais saúde às novas gerações

Por Jacqueline Moura/Itatiaia, 08/11/2018 às 11:40
atualizado em: 08/11/2018 às 11:47

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Agora é lei: escolas públicas e particulares estão obrigadas, a partir de 2019, a incluir na grade curricular de ensino o conteúdo de educação alimentar e nutricional. O objetivo da inclusão da temática nos ensinos médio e fundamental é ajudar na prevenção e identificação precoce de problemas relacionados à má alimentação, como desnutrição, obesidade e incidência de doenças crônicas na infância.

Em Minas Gerais, as escolas públicas estaduais já têm o conteúdo inserido nas disciplinas de ciências e biologia. Já as escolas particulares têm até o fim do mês para programar o assunto no currículo escolar. 

De acordo com a psicopedagoga Ângela Matilde, a lei tem pontos positivos e negativos. “O ponto positivo é trazer esse universo da alimentação e como se deve incluir um tipo de alimentação assertiva na rotina. Há tempos atrás se vendia doces e outros alimentos não saudáveis dentro das escolas. Além disso, as famílias mandavam a merenda, muitas vezes chips ou outros alimentos industrializados. Hoje, isso mudou muito. O ponto negativo é que a escola tem uma responsabilidade a mais. Agora a escola tem a função de ensinar a alimentar. O que é um costume do domínio familiar. Por isso uma parceria entre a escola e a família neste caso é muito importante”, explica a especialista em educação. 

Para a aposentada Pena Guerra, que já têm dois netos, a medida deve ser aplaudida. “A alimentação saudável deve começar em casa, com a própria família, mas a continuidade na escola vai ajudar muito a mudar a consciência da criança e evitar a obesidade entre as crianças. Tenho um neto de sete anos que até hoje não sabe o que é refrigerante”, ressalta. 

Segundo a nutricionista Raphaela Cordeiro, a nova lei é excelente para a saúde da população, já que com a educação alimentar as crianças vão ter mais consciência do que vão consumir. “As crianças e adolescentes vão aprender a fazer melhores escolhas alimentares, com isso evitar doenças que afetam o físico, mental e social, como a obesidade, por exemplo. Uma boa alimentação vai refletir na qualidade de vida, na saúde e no aprendizado, também. Com a nova lei, as novas gerações só têm a ganhar”, destaca.

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