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Obesidade pode causar problemas de fertilidade e complicações na gravidez

Por Jacqueline Moura/Itatiaia, 20/06/2019 às 11:11
atualizado em: 21/06/2019 às 11:15

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Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
 Wilson Dias/Agência Brasil

A obesidade é a doença crônica que mais cresce no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada oito adultos no mundo é obeso. No Brasil, em dez anos, a população obesa passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, de acordo com o Ministério da Saúde.

O que muita gente não sabe é que a obesidade pode prejudicar a capacidade reprodutiva, além de causar diversos outros males a saúde. O excesso de peso pode provocar problemas cardiovasculares, afetar a estrutura anatômica e também despertar um desequilíbrio hormonal. “Esse desequilíbrio resulta na alta incidência de disfunções menstruais e na falta da ovulação, causando um risco de subfecundidade e infertilidade. O profissional vai apresentar alternativas, como indução da ovulação, inseminação intrauterina ou até mesmo a fertilização in vitro. Mas é muito importante ressaltar que, antes de se iniciar o tratamento, é indicada a perda de peso com acompanhamento multidisciplinar”, alerta Cláudia Navarro.

Se, mesmo com sobrepeso, a mulher tiver sucesso para engravidar, é importante tomar cuidados durante a gestação. O risco de aborto e complicações na gravidez pode aumentar em mulheres com sobrepeso.  A obesidade também pode causar problemas como pré-eclâmpsia e diabetes.

O bebê também pode sofrer conseqüências. “No caso de mães diabéticas, há cerca de 50% de chances de que ocorra macrossemia fetal, ou seja, excesso de peso para a idade gestacional, e hipoglicemia”, comenta Cláudia Navarro. Na pré-eclampsia pode ser necessário interromper a gravidez antes da hora, o que irá provocar a prematuridade fetal com todas suas consequências.
 

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