Notícias

Prosa Poética, no programa Tarde Ponto Com, por Mary Arantes: 'Aperte o pause'

Por Redação, 09/01/2020 às 16:26

Texto:

00:00 00:00

Passei esses dias entre o natal e réveillon, observando nas redes sociais, os desejos das pessoas para 2020. Pelas imagens postadas e frases escritas, notei que a maioria dos sonhos, são possíveis de serem realizados.

 Desejos simples como os de Maurício Arruda que celebrava “uma semana sem usar tênis, o que ele chamava de verdadeiras férias”. Ler um livro balançando na rede, família reunida e mesa farta, nos esquecendo na maioria das vezes, que “não vivemos para comer, mas comemos para viver”, segundo o post de Simone Belmonte. Nessa época, fartura e excesso andam juntos, e isto é grave, num mundo onde muitos não têm o que comer.

Agora imagina se o ano não tivesse acabado, e tivéssemos que arrastar o peso que foi 2019?! Foi um ano ruim economicamente para muitos, e energeticamente também. Certamente se o ano não terminasse, a corda arrebentaria. É por isto que tudo tem seu ciclo, começo, meio e fim, hora de começar, hora de findar. É assim na plantação, é assim no dia a dia, manhã, tarde e noite, e é assim na vida, nascer, viver, morrer. Mari Guedes, querida e sensível amiga de Curitiba, disse num post exemplar que “tudo parece estar contido nesses ciclos que estão em movimento o tempo todo, e que eles na verdade, nos organizam”. 

Este espaço entre natal e réveillon é mágico, perfeito para o descanso, a pausa necessária para recomeçar. O país para, as fábricas fecham para balanço e as pessoas também fazem seus balanços, internos e externos.

Novembro e dezembro foram meses de muita chuva, me lembrei de uma palavra muito usada em minha casa. Quando a chuva era excessiva, diziam que era um desterro, efeito de desterrar, expulsar da pátria. E pra falar desse tempo molhado, um outro post, trouxe aos meus olhos, um belo poema, que não conhecia, da Cora Coralina: Daqui há pouco, vai nascer um sol tão novo, que nem a gema do ovo, dentro da clara do dia!

Rosane Preciosa, de Juiz de Fora, nos deu um conselho tão precioso como o sobrenome dela, que o nascimento, os rebentos, nascem pra extraviar das vias previstas. Procuremos, pois, tomar outros caminhos, daqueles que já conhecemos.

Relaxar, desestressar, extraviar, mudar hábitos pra deixar a vida mais leve. Ir mais devagar, apertar o pause, afinal teremos toda a eternidade pra descansar.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    'Eu estou levando minha revolta para um lado de injustiça, eu preciso de uma resposta. Eu guardei tudo no quarto do bebê. Essa dor parece que não vai passar', completa.

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    O caso foi revelado em primeira mão pela rádio Itatiaia e repercute nacionalmente.

    Acessar Link