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Ministério Público terá 15 dias para decidir futuro de ex-dirigentes do Cruzeiro

Órgão vai avaliar documentos para definir se oferece denúncia ou se faz pedido para complementar a investigação

Por Redação, 10/08/2020 às 19:17
atualizado em: 11/08/2020 às 07:42

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Foto: Igor Sales e Vinnicius Silva/Cruzeiro
Igor Sales e Vinnicius Silva/Cruzeiro

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) confirmou que recebeu o inquérito da Polícia Civil. Agora, o órgão informou que tem 15 dias para analisar o relatório e as provas colhidas no inquérito para decidir sobre o oferecimento de denúncia contra ex-dirigentes do Cruzeiro ou se faz pedido para complementar a investigação com novas diligências.

O ex-presidente Wagner Pires de Sá, o ex-vice-presidente de futebol Itair Machado e o ex-diretor-geral Sérgio Nonato foram indiciados pelos crimes de apropriação indébita, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Quatro empresários, sendo três ligados ao futebol e um no ramo de Equipamento de Proteção Individual (EPI), também foram indiciados pela Polícia Civil pelos mesmos crimes. São eles: João Sérgio, Carlinhos Sabiá, Cristiano Richard e Wagner Cruz.

Leia também: Polícia Civil conclui investigação contra ex-dirigentes do Cruzeiro e encaminha inquérito ao MP

Em nota, o Cruzeiro 'comemorou' o indiciamento dos ex-dirigentes do clube. "É público e notório que o Cruzeiro foi vítima de diversas práticas no mínimo questionáveis pela sua antiga gestão, que não só foram determinantes para o péssimo e infeliz resultado esportivo dentro de campo, mas que também prejudicaram de forma profunda a saúde administrativa do Clube, que só está se reerguendo graças ao apoio dos seus milhões de torcedores e também ao trabalho incansável de profissionais capacitados e que amam a instituição", informou.

"A partir de agora, o Cruzeiro aguarda ansiosamente os demais desdobramentos do caso, confiando na capacidade e seriedade dos profissionais do Ministério Público de Minas Gerais, sempre enfatizando que a torcida é única e exclusivamente para que a justiça seja feita, caso sejam de fato comprovadas as irregularidades", completou.

Em julho do ano passado, a Polícia Civil apreendeu diversos documentos, computadores, celulares e outros equipamentos ao cumprir 16 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao Cruzeiro.

A Operação Primeiro Tempo foi realizada na manhã do dia 9 de julho, por meio do Departamento Estadual de Investigação de Fraudes, nas sedes do Cruzeiro e da torcida organizada Máfia Azul e em imóveis de Wagner Pires de Sá, de Itair Machado e de Sérgio Nonato.

As investigações na diretoria do Cruzeiro começaram após uma reportagem que foi ao ar no programa 'Fantástico', da TV Globo, no dia 26 de maio de 2019. Com vários documentos e depoimentos, a matéria apontou diversas irregularidades no clube cometida por integrantes da gestão de Wagner Pires de Sá.

O balanço financeiro do Cruzeiro de 2019, último ano da gestão de Wagner Pires de Sá, apresentou um déficit de R$ 394,1 milhões, um recorde negativo. O prejuízo foi auditado pela empresa Moore, contratada pelo clube no início deste ano pelo Núcleo Dirigente Transitório, que tinha assumido o controle do clube após a renúncia de Wagner e toda a diretoria.

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