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Polícia Civil conclui investigação contra ex-dirigentes do Cruzeiro e encaminha inquérito ao MP

Ministério Público será responsável para oferecer denúncia contra Wagner Pires, Itair Machado, Sérgio Nonato entre outros que participaram da administração anterior

Por Redação, 10/08/2020 às 17:40
atualizado em: 10/08/2020 às 20:24

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Foto: Igor Sales e Vinnicius Silva/Cruzeiro
Igor Sales e Vinnicius Silva/Cruzeiro

A Polícia Civil informou que concluiu, nesta segunda-feira, a investigação contra ex-dirigentes do Cruzeiro em relação a diversos crimes que teriam sido cometidos na gestão do ex-presidente Wagner Pires de Sá. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que será responsável por oferecer a denúncia contra o ex-mandatário, o ex-vice-presidente de futebol Itair Machado, o ex-diretor-geral Sérgio Nonato.

Quatro empresários, sendo três ligados ao futebol e um no ramo de Equipamento de Proteção Individual (EPI), também foram indiciados pela Polícia Civil. São eles: João Sérgio, Carlinhos Sabiá, Cristiano Richard e Wagner Cruz.

Os três ex-dirigentes e os quatro empresários foram indiciados por apropriação indébita, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com o Ministério Público, o marco zero dos trabalhos é a gestão iniciada no Cruzeiro em outubro de 2017.

Em nota, o Cruzeiro 'comemorou' o indiciamento dos ex-dirigentes do clube. "É público e notório que o Cruzeiro foi vítima de diversas práticas no mínimo questionáveis pela sua antiga gestão, que não só foram determinantes para o péssimo e infeliz resultado esportivo dentro de campo, mas que também prejudicaram de forma profunda a saúde administrativa do Clube, que só está se reerguendo graças ao apoio dos seus milhões de torcedores e também ao trabalho incansável de profissionais capacitados e que amam a instituição", informou.

"A partir de agora, o Cruzeiro aguarda ansiosamente os demais desdobramentos do caso, confiando na capacidade e seriedade dos profissionais do Ministério Público de Minas Gerais, sempre enfatizando que a torcida é única e exclusivamente para que a justiça seja feita, caso sejam de fato comprovadas as irregularidades", completou.

O deputado estadual Léo Portela comentou, no Twitter, a informação da conclusão dos trabalhos da Polícia Civil. O parlamentar é superintendente de relações institucionais e governamentais na gestão de Sérgio Santos Rodrigues, no Cruzeiro.

Em julho do ano passado, a Polícia Civil apreendeu diversos documentos, computadores, celulares e outros equipamentos ao cumprir 16 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao Cruzeiro.

A Operação Primeiro Tempo foi realizada na manhã do dia 9 de julho, por meio do Departamento Estadual de Investigação de Fraudes, nas sedes do Cruzeiro e da torcida organizada Máfia Azul e em imóveis de Wagner Pires de Sá, de Itair Machado e de Sérgio Nonato.

As investigações na diretoria do Cruzeiro começaram após uma reportagem que foi ao ar no programa 'Fantástico', da TV Globo, no dia 26 de maio de 2019. Com vários documentos e depoimentos, a matéria apontou diversas irregularidades no clube cometida por integrantes da gestão de Wagner Pires de Sá.

O balanço financeiro do Cruzeiro de 2019, último ano da gestão de Wagner Pires de Sá, apresentou um déficit de R$ 394,1 milhões, um recorde negativo. O prejuízo foi auditado pela empresa Moore, contratada pelo clube no início deste ano pelo Núcleo Dirigente Transitório, que tinha assumido o controle do clube após a renúncia de Wagner e toda a diretoria.

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