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Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda criação de comitês para avaliar volta às aulas

Em documento, entidade defende ainda modelo híbrido de aulas e que retomada considere condições epidemiológicas de cada cidade

Por Estadão Conteúdo, 25/09/2020 às 16:43
atualizado em: 25/09/2020 às 17:14

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Foto: Agência Brasil
Agência Brasil

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou nesta sexta-feira, 25, um documento com orientações para a volta às aulas que inclui a criação de comitês, com representantes das áreas de saúde e educação, para verificar os protocolos de higiene para o novo coronavírus das unidades e defendeu a adoção do modelo híbrido de aulas, com atividades presenciais e online.

A entidade recomenda que os planos de volta às aulas mantenham o foco na situação epidemiológica de cada localidade e que as escolas devem estar preparadas não só para fazer a triagem de sintomas dos alunos, mas ter espaços para acolher crianças e adolescentes caso eles manifestem os sintomas durante o período em que estiverem na escola.

Os comitês com a participação da comunidade escolar e de profissionais da saúde teria a função de visitar as escolas e verificar a quantidade de banheiros e pias, capacidade física das unidades, os protocolos de higiene e a adoção de medidas preventivas.

As escolas devem exigir o uso de máscaras nas faixas etárias que já têm condições de utilizá-las - a entidade recomenda o uso por crianças apenas acima de 2 anos, mas com supervisão de adultos entre 2 e 5 anos -, garantir um espaço de um a dois metros entre as cadeiras e orientar os pais para que eles reconheçam sintomas. A SBP sugere ainda que as unidades de saúde ofereçam testes diagnósticos para crianças sintomáticas.

O pediatra, Edson Liberal, segundo vice-presidente da SBP, diz que a reabertura das escolas precisa ser pensada de forma ampla, superando as ações apenas nas unidades, pois a operação envolve uma grande movimentação de pessoas e esses fatores também têm de ser avaliados. Segundo ele, a oferta do ensino híbrido, com a possibilidade de aulas remotas para famílias que não pretendem mandar os filhos para a escola, é algo que precisa ser mantido após a retomada.

Tendo as condições de reabertura, com queda na taxa de infecção, de óbitos e de ocupação dos leitos de UTI, as famílias que querem mandar os filhos para as escolas também devem ter esse direito, na avaliação de Liberal.

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